150 ANOS DE ETERNIZAÇÃO DE MIKHAIL BAKUNIN!
Há 150 anos atrás as ideias de Mikhail Bakunin deixava seu corpo e seguia com o mundo. Terminava no dia 1° de julho de 1876 uma vida inteira de insurreições, privações, exílios e principalmente, organização.
Hoje não celebramos sua morte, causada pelo reflexo de uma vida perseguida pelos Estados e burguesias. Celebramos a vida que teve, dedicada não a um ganho individual, mas a liberdade, que só pode ser coletiva e que soube defender em plenitude.
Aqui ainda estamos, bebendo de todo o acúmulo gerado pelas experiências de luta que participou e do combate as ideias que travou pelo verdadeiro significado das palavras. Vivemos hoje no Brasil, um Estado que tem como seu gestor de turno um representante de um partido que se diz ser dos trabalhadores, mas que põem em marcha a continuidade do genocídio, da exploração desenfreada do ambiente em nome do lucro e do projeto neoliberal de ajuste fiscal para a manutenção do pagamento da dívida pública, só nos mostram como estava certo Bakunin. Não importa quem seja o maquinista da vez, o Estado é um inimigo do povo.
Celebramos hoje a vida que dedicou ao povo e as ideias que surgiram deste compromisso que nos armou na luta contra o Estado e o capitalismo! A Coordenação Anarquista Brasileira organizou um compilado de seus escretos que ainda nos servem de lição e orientação nesse enfrentamento. Acesse o site da cabanarquista.com.br e confira!
Seleção temática, os títulos são nossos.
Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres… de modo que quanto mais numerosos forem as pessoas livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade… eu só posso me considerar completamente livre quando a minha liberdade ou, o que é a mesma coisa, quando a minha dignidade, o meu direito humano… refletidos pela consciência igualmente livre de todos, forem confirmados pelo assentimento de todo mundo. A minha liberdade pessoal, assim confirmada pela liberdade de todos, estende-se até o infinito. (O Império Knuto-Germânico e a Revolução Social. 1871)
OS CAPITALISTAS SÃO ACIMA DE TUDO LIBERTICIDAS.
QUEREM O CAPITAL DEVORANDO TUDO PELO MERCADO E O ESTADO NORMALIZANDO A POBREZA.
Os liberais doutrinários, cuja lógica parte das premissas de liberdade individual, colocam-se como adversários do Estado. Sustentam que o governo, ou seja, o corpo de funcionários organizados e designados para cumprir as funções do Estado, é um mal necessário, e que o progresso da civilização consiste em diminuir sempre e continuamente os atributos e direitos dos Estados. Essa é a teoria, mas na prática esses mesmos liberais doutrinários, quando a existência ou a estabilidade do Estado está seriamente ameaçada, são tão fanáticos defensores do Estado quanto os monarquistas e os jacobinos.
…Na prática, seus interesses de classe tornam a imensa maioria dos liberais doutrinários membros da burguesia. Esta classe exige, apenas para si, os direitos e privilégios exclusivos da licença completa. A base socioeconômica de sua existência política não se baseia em outro princípio senão na licença irrestrita expressa nas famosas frases “laissez faire” e “laissez passer”. Mas eles querem essa anarquia apenas para si mesmos, não para as massas que devem permanecer sob a severa disciplina do Estado, porque são “muito ignorantes para desfrutar dessa anarquia sem abusar dela”. Na verdade, se as massas, cansadas de trabalhar para os outros, se rebelassem, todo o edifício burguês desabaria. Sempre e em toda parte, quando as massas estão inquietas, mesmo os liberais mais entusiastas se revertem imediatamente e se tornam os campeões mais fanáticos da onipotência do Estado.
…Segundo eles, a liberdade individual não é uma criação, um produto histórico da sociedade. Eles sustentam, ao contrário, que a liberdade individual é anterior a toda sociedade e que todos os homens são dotados por Deus de uma alma imortal. O ser humano é, portanto, um ser completo, absolutamente independente, à parte e fora da sociedade. Como um agente livre, anterior e separado da sociedade, ele necessariamente forma sua sociedade por um ato voluntário, uma espécie de contrato, seja ele instintivo ou consciente, tácito ou formal. Em suma, de acordo com esta teoria, os indivíduos não são o produto da sociedade, mas, pelo contrário, são levados a criar a sociedade por alguma …